Outsourcing: originalmente era confundido
com a simples subcontratação,
para realização de atividades
de baixo valor com pouca ou nenhuma importância
para o negócio das empresas como
limpeza, segurança, courier, etc.
O aumento da competitividade forçou
as empresas a concentrarem os seus melhores
recursos no seu negócio vital, criando
oportunidades de outsourcing de atividades
e processos que não seriam sequer
imagináveis: transporte, armazenamento,
frotas, desenvolvimento de sistemas, suporte
técnico aos usuários, etc.
Isto mudou o conceito, pois as atividades
desenvolvidas não estão longe
do negócio, mas sim bem próximas
dele.
A gestão do risco inerente ao outsourcing
destas atividades implica na evolução
para parcerias estratégicas entre
o contratado e o contratante e para a celebração
de contratos de longo prazo. Esta nova base
contratual, disponível para um muitas
atividades, e por não serem conhecidas
casos negativos importantes significa que
o outsourcing continue sendo um dos maiores
negócios do futuro. Conheça
melhor o conceito.
A definição do conceito implica,
antes de mais, a sua tradução.
Entre as mais comuns incluem-se o "mandar
fazer fora", o "recurso a fonte
externa", a externalização
ou, simplesmente, a subcontratação.
Considerando uma definição
ampla, o outsourcing é um processo
através do qual uma organização
(contratante), em linha com a sua estratégia,
contrata outra (subcontratado), na perspectiva
de um relacionamento mutuamente benéfico,
de médio ou longo prazo, para o desempenho
de uma ou várias atividades que a
primeira não pode ou não lhe
convém desempenhar e na execução
das quais a segunda é tida como especialista.
As empresas para se manterem competitivas
e com pretensão de crescimento precisam
ter definido a estratégia da organização
e identificar sua vantagem competitiva,
distinguindo os processos críticos
- cujo desempenho deve ser assegurado pela
própria organização
- dos não vitais. As atividades não
vitais, são candidatas virtuais à
subcontratação.
Após ter essa questão definida
as empresas precisam verificar a relação
custo / benefício, em relação
ao TCO (Custo Total de propriedade).
Muitas horas são utilizadas para
a descrição do serviço
pretendido e do nível de desempenho
desejado o que chamamos de SLA (Service
Level Agreement) e instrumentos para a sua
medição.
Os objetivos da subcontratação
em comparação a situação
atual também devem estar claros.
A seleção do fornecedor também
deve ser cuidadosamente analisada.Os critérios
que serão usados para a tomada de
decisão quanto a empresa vencedora
deverão estar bem definidos após
análise e avaliação
das propostas e escolha do candidato vencedor.
O Processo de transição deve
ocorrer de modo harmonioso para que não
haja conflitos com os procedimentos existentes
na empresa.
Acompanhamento e evolução
do desempenho significa que a aferição
do nível de desempenho e implementação
de medidas corretivas deve ser contínua
visando propiciar a melhoria contínua
dos processos da organização.
As principais vantagens:
* Permite a libertação de
recursos - atenção e tempo
da gestão, dinheiro, pessoal e equipamento
* Acesso a tecnologias e a especialistas
não existentes dentro da organização
* Penetração em novas indústrias
ou mercados com elevadas barreiras à
entrada - por exemplo, as relativas à
tecnologia ou ao volume de investimento
* Pode proporcionar o redimensionamento
da estrutura organizacional, permitindo
o seu achatamento e a sua horizontalização
* Pode permitir o acesso às melhores
práticas da indústria
* Possibilita uso mais racional e eficiente
de recursos, fazendo com que estes sejam
utilizados apenas quando necessário
e permitindo a transformação
de custos fixos em custos variáveis;
* Forma de redução de custos
operacionais e de garantir um maior controle
e melhor orçamentação
dos custos;
* Partilha de riscos com o subcontratado.
As possíveis desvantagens:
* Perda de controle da execução
das atividades e maior necessidade de controle;
* Perda de confidencialidade;
* Má qualidade do serviço
prestado e diminuição do nível
da satisfação - quer dos clientes,
quer dos empregados;
* Perda de flexibilidade e reação
lenta à mudança - sobretudo
às alterações de tecnologia
e de mercado
* Dependência em relação
ao subcontratado;
* Incorrência em custos mais elevados
do que se as atividades tivessem sido executadas
com os meios internos;
* Perda de know-how;
* Elevados custos de um eventual regresso
ao desempenho interno das atividades subcontratadas;
* Perda de know-how;
* Elevados custos associados à gestão
dos subcontratados - quer devido à
necessidade de controle do seu desempenho,
quer por eventuais dificuldades de integração
com as atividades internas.
Os riscos associados. Os principais perigos
são os seguintes:
* A possibilidade de o subcontratado se
revelar mais ineficaz e ineficiente do que
o subcontratante;
* A inexperiência do subcontratado;
* Incerteza quanto à evolução
do negócio. Risco de surgirem, num
futuro próximo, subcontratados mais
eficientes e com maior diversidade de soluções,
ou de surgirem melhores alternativas em
relação ao desempenho das
atividades, ou ainda de a organização
se encontrar numa situação
fragilizada e sem competências internas
para se adaptar à mudança;
* Relacionado com este último ponto,
surgem dois riscos adicionais: o fato de
a subcontratação diminuir
a capacidade de aprendizagem organizacional
e a sua capacidade criativa e inovadora;
* O perigo de a subcontratação
se traduzir no aparecimento de mais um interlocutor
a dificultar a comunicação
e a gerar conflitos entre as várias
partes envolvidas;
* Eventual ocorrência de custos ocultos;
* Tendência em considerar o outsourcing
como um fim, em vez de um meio de concentração
de recursos em áreas vitais.
Hetel Semer atua em TI há dezoito
anos. É consultora e diretora do HDO, empresa especializada em
treinamentos e consultoria em Help Desk / Service Desk. Possui grande
conhecimento na customização e implantação
de soluções de Help Desk. Certificada pelo Exin em ITIL
- IT Service Management. |